Como assim?
Bom, provavelmente você deva ter uma ideia da taxa de juros que está recebendo, mas tem um detalhe que pode estar faltando levar em consideração: a inflação!
Inflação nada mais é que o aumento no nível de preço dos produtos e serviços. Ela faz com que o dinheiro perca o seu poder de compra ao longo do tempo, ou seja, o que você compra hoje não é o que você conseguirá comprar com o mesmo valor no futuro.
Parece óbvio (e é). Portanto, para que possamos avaliar a taxa de juros real de um investimento em determinado período, é preciso descontar a inflação.
Vejamos um exemplo, analisando um possível cenário para a Poupança, o “investimento” mais popular do Brasil:
O rendimento atual da poupança equivale a 70% da SELIC (mais TR, que atualmente é zero). A projeção da SELIC para 2020 é que mantenha os atuais 4,5%. Chegamos assim em um rendimento projetado para a poupança de 3,15% neste ano.
Até aí tudo bem. O problema é que a inflação projetada para esse ano é de 3,6%, o que, em uma conta aproximada, resulta em uma taxa de juros real de -0,45% (o número exato é -0,43%). É isso mesmo: você “empresta” seu dinheiro pro banco e ainda sai perdendo!
Isso nos leva a duas questões. A primeira é que a taxa de juros divulgada pelas instituições (taxa de juros nominal) definitivamente não é o que você precisa considerar na hora de tomar suas decisões de investimento. A segunda, como você deve ter percebido, é que pode estar na hora de reavaliar a alocação do seu capital, em busca de alternativas mais rentáveis. Pesquise mais sobre o assunto!
Fonte: Contabeis


